AMAZONAS ELEIÇÕES

Assembleia elege Roberto Cidade governador do Amazonas por aclamação


O pleito contou com a participação de cinco chapas inscritas e seguiu um rito transparente, com votação aberta

Nesta segunda-feira (4), Roberto Maia Cidade Filho (União Brasil) foi eleito por aclamação com 24 votos como o novo governador do Amazonas, durante a sessão extraordinária realizada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), no plenário Ruy Araújo. A chapa 2 composta por Roberto Cidade, tinha também Serafim Fernandes Corrêa (PSB), como vice-governador. A eleição indireta seguiu um processo de forma pública.

O pleito contou com a participação de cinco chapas inscritas e seguiu um rito transparente, com votação aberta e nominal dos deputados estaduais. A condução ocorreu conforme as normas regimentais da Casa, garantindo a participação dos parlamentares e a legitimidade do processo decisório.

A mesa diretora dos trabalhos da eleição indireta, definiu o novo chefe do Poder Executivo estadual, foi composta pelo presidente em exercício da Casa, deputado Adjuto Afonso (União Brasil), pela secretária-geral, deputada Alessandra Campelo (PSD), e contou com o suporte do procurador-geral Robert Wagner.

Após a abertura oficial da sessão, foram apresentados, no painel eletrônico, os nomes e números das chapas, conforme a ordem de inscrição publicada no Diário Oficial.

A votação foi aberta e nominal, seguindo a ordem alfabética dos deputados, que declararão seus votos em plenário. O registro foi feito pela Secretária-Geral, sob supervisão da Procuradoria-Geral. Ao final, o resultado foi encaminhado ao presidente da Aleam, responsável pela proclamação oficial do eleito.

Quem é Roberto Cidade

Natural de Manaus, Roberto Cidade tem 39 anos e está em seu segundo mandato como deputado estadual. Iniciou a carreira política em 2016, ao disputar vaga de vereador em Manaus. Recebeu 6.285 votos e ficou como suplente.

Dois anos depois, assumiu cadeira na Câmara Municipal de Manaus, onde participou de votações relevantes, como a Lei Orçamentária do município. Ainda em 2018, foi eleito deputado estadual com 33.239 votos, o segundo mais votado do estado.

Na Aleam, começou em 2019 como 3º vice-presidente da Mesa Diretora e presidiu a Comissão de Transportes no biênio 2019-2020.

Em dezembro de 2020, foi eleito presidente da Aleam no primeiro mandato, aos 34 anos. Tornou-se o mais jovem e o primeiro novato a comandar o Legislativo estadual.

Na pandemia de Covid-19, liderou votações estratégicas, como a criação de auxílio estadual permanente, a aprovação da Lei do Gás e a liberação de recursos do Fundo de Fomento ao Turismo (FTI) para a saúde nos municípios.

Consolidação política

Em 2021, presidiu o Partido Verde no Amazonas. No ano seguinte, migrou para o União Brasil e virou líder da sigla na Aleam. No ano seguinte, foi reeleito deputado estadual com 105.510 votos, recorde histórico no Amazonas.

Já em 2023, foi reconduzido por unanimidade à presidência da Aleam em votação que durou menos de dois minutos e garantiu novo mandato para 2025-2026, somando três gestões seguidas, algo até então inédito.

A escolha do parlamentar para o cargo gerou um impasse na Justiça. Em outubro de 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, suspendeu a reeleição de Roberto Cidade à presidência da Aleam em ação que questionou a mudança da constituição da casa pelos deputados estaduais da Amazonas para permitir mais do que dois mandatos consecutivos.

O processo foi extinto em março de 2025. Na decisão, Zanin afirmou que a ação não tinha mais razão para continuar após a anulação da eleição antecipada, validando a eleição de 30 de outubro de 2024 e os argumentos da Aleam de que a eleição seguiu a jurisprudência do STF.

Em 2024, assumiu o diretório municipal do União Brasil em Manaus e teve a pré-candidatura à Prefeitura da capital oficializada. No pleito, recebeu 187.566 votos.

Renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza

Wilson Lima e Tadeu de Souza renunciaram aos cargos de governador e vice do Amazonas. As cartas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da Aleam neste sábado (4).

Nos documentos, os dois comunicam oficialmente a saída. As renúncias têm efeito imediato desde 4 de abril de 2026.

Na carta, Wilson Lima afirma que a decisão é “em caráter irrevogável e irretratável”. Ele explica que a medida cumpre o prazo de seis meses de desincompatibilização exigido pela lei eleitoral antes das eleições de outubro de 2026.

Via Jornal do Commercio e G1 Amazonas


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