BRASIL POLÍTICA

“Forças Armadas não vão obedecer a ordens absurdas”, diz Bolsonaro

Presidente defendeu indicação de militares no governo e afirmou que Ministério da Defesa foi criado por “imposição política”

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que as Forças Armadas não vão cumprir “ordens absurdas” do governo ou qualquer outro e defendeu que Exército, Marinha e Aeronáutica sejam tratados com respeito.

“As Forças Armadas estão aqui, elas estão sob meu comando, sim. Se eu der ordem absurdas, elas vão cumprir? Não, nem a mim nem a governo nenhum. E as Forças Armadas têm que ser tratadas com respeito”, defendeu.

O mandatário também afirmou que a presença de grande número de militares no governo, que supera, inclusive, aquela durante o regime militar (1964-1985), existe porque seu ciclo de amizade é composto por pessoas originadas das três Forças.

“Alguns criticam que eu botei militar demais, mais até, proporcionalmente, do que os governos de Castello Branco a Figueiredo. Sim, é verdade, é meu ciclo de amizade, assim como de outros presidentes foram de outras pessoas. Eram o ciclo de amizade deles. Comparem hoje todos os nossos ministros, incluindo os civis, com os que nos antecederam. É simples: queremos a volta disso?”, questionou Bolsonaro.

Em seguida, ele criticou as gestões passadas e afirmou que pastas como a dos Transportes, hoje Infraestrutura, eram foco de corrupção e escândalos semanais.

Bolsonaro indicou generais para postos-chave de seu ministério, como Augusto Heleno, no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele havia colocado militares em cargos políticos, responsáveis pela articulação com o Congresso Nacional, mas pressões políticas o levaram a fazer trocas e colocar parlamentares nesses postos.

Hoje, a Casa Civil é comandada pelo senador licenciado Ciro Nogueira (PP-PI), e a Secretaria de Governo está nas mãos da deputada federal Flávia Arruda (PL-DF). Amigo pessoal de Bolsonaro, o general Luiz Eduardo Ramos, que já havia chefiado ambas as pastas, foi remanejado para a Secretaria-Geral da Presidência, uma espécie de prefeitura do Planalto.

O presidente disse ainda que criação do Ministério da Defesa, em 1999, ocorreu por imposição política. A pasta foi criada por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). A declaração já foi feita em outros momentos para se defender do voto contrário à criação da pasta, quando Bolsonaro ainda era deputado federal.

“Quando criaram a Defesa, em 99, não foi por uma necessidade militar, foi por uma imposição política para tirar os militares desse prédio [Palácio do Planalto]”, considerou.

Evento no Planalto

Bolsonaro participou nesta segunda, no Palácio do Planalto, da cerimônia de lançamento do Crédito Caixa Tem, no Palácio do Planalto, ocasião em que o banco público lançou uma modalidade de empréstimo digital de até R$ 1 mil por meio de aplicativo. O evento é um dos que marca os mil dias da atual gestão, completados no domingo (26).

Diagnosticado com Covid-19, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, participou do evento por meio de videoconferência. Guimarães integrou a comitiva presidencial que foi à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York (EUA). Ele foi o quarto integrante da comitiva a testar positivo. O resultado do exame do presidente Bolsonaro foi negativo.

No evento, Bolsonaro assinou ainda o decreto que declara a revogação de mais de 892 atos normativos, completando, com isso, a revogação de 5 mil decretos desde 2019.

Foi assinado também um decreto para alterar a norma que dispõe sobre a participação dos clubes de futebol na Timemania, um dos jogos da Caixa Loterias. O texto prevê que os clubes integrantes da série A e B do Campeonato Brasileiro, no último biênio, estarão aptos a participar da referida loteria.

Via AgoraRN

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