O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) se reuniu com representantes do Conselho Regional de Educação Física e do Conselho Federal de Educação Física para discutir os impactos da nova matriz curricular implementada pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), que reduziu a carga horária da disciplina de Educação Física nas escolas da rede estadual.
As mudanças foram formalizadas pela Resolução CEE/AM nº 146/2025 e já estão em vigor nas escolas de tempo integral. Entre os principais efeitos está a diminuição significativa do número de aulas de Educação Física em diferentes etapas da educação básica, o que tem gerado prejuízos tanto para os estudantes quanto para os professores.
Para os trabalhadores, a redução da carga horária implica diminuição de turmas e a necessidade de atuar em múltiplas escolas para completar a jornada de trabalho prevista em concurso, o que resulta em desgaste, instabilidade e precarização das condições de trabalho.
“Não é aceitável que uma disciplina essencial seja reduzida sem diálogo e sem avaliação dos impactos pedagógicos e profissionais. Muitos professores estão tendo que cumprir carga horária em duas, três, quatro escolas”, afirma a diretora de finanças do sindicato, Vanessa Antunes.
Do ponto de vista pedagógico, a medida compromete a formação integral dos estudantes, uma vez que a Educação Física é componente curricular essencial para o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social, além de contribuir para a promoção da saúde e a prevenção de doenças associadas ao sedentarismo.
O Sinteam e os conselhos profissionais avaliam agora as medidas cabíveis e também verificam se a mudança está alinhada às normas federais que regulamentam a educação básica e a obrigatoriedade do componente curricular.
As entidades devem atuar de forma conjunta para buscar esclarecimentos, garantir o cumprimento da legislação educacional e proteger os direitos dos professores e dos estudantes.
Mariane Cruz
