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Vaticano descarta acordo com Bar do Armando e Diocese espera ‘execução de despejo’


“Por agora não tenho nada a manifestar. Foram 9 anos na justiça e agora a justiça se pronunciou definitivamente. Não tenho nada mais a manifestar”, disse o representante da Diocese do Alto Solimões Dom Adolfo Zon Pereira

Representante do Vaticano/Diocese do Alto Solimões, o Bispo Dom Adolfo Zon Pereira, afirmou ao ATUAL, nesta terça-feira (14), que não há possibilidade de acordo para a permanência do Bar do Armando no imóvel localizado no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, após decisão definitiva da Justiça que determinou a desocupação do espaço.

Dom Adolfo disse que a Diocese seguirá a decisão judicial e evitou comentar o processo. “A posição da Diocese é a posição da Justiça”, afirmou dom Adolfo.

Questionado sobre a possibilidade de uma negociação com a família responsável pelo estabelecimento, ele descartou um acordo e afirmou que a disputa judicial chegou ao fim. “Por agora não tenho nada a manifestar. Foram 9 anos na justiça e agora a justiça se pronunciou definitivamente. Não tenho nada mais a manifestar”, disse.

A manifestação da Diocese ocorre um dia após a administradora e herdeira do Bar do Armando, Ana Cláudia Soeiro Soares, afirmar que a família esgotou todas as possibilidades jurídicas para evitar a desocupação do imóvel, onde o estabelecimento funciona há 63 anos.

Em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (13), Ana Cláudia, fez um apelo para que a população apoie a permanência do bar no endereço e negou que a família tenha tentado obter a propriedade do imóvel por meio de usucapião.

“Desafio qualquer pessoa a provar que algum membro da minha família entrou com ação de usucapião. Nunca fizemos isso. Sempre reconhecemos que o imóvel pertence à Diocese. Além de não caber juridicamente, nunca consideramos que seria a atitude correta.”

O advogado da família, Fausto Ventura, afirmou que a disputa judicial começou em 2015, após a Diocese do Alto Solimões notificar os responsáveis pelo estabelecimento para desocuparem o imóvel. Segundo ele, a defesa apresentou todos os recursos cabíveis ao longo do processo, mas a decisão definitiva foi favorável à Diocese.

Conforme o advogado, houve um firmamento de um novo contrato de locação por dois anos. A defesa sustenta, porém, que o documento continha cláusulas consideradas abusivas, o que levou ao ajuizamento de uma ação renovatória para garantir a permanência do estabelecimento. Mas, em 2017, a Diocese entrou na justiça ingressou com uma ação de despejo para uso próprio.

Reconhecido desde 2015 como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas, o Bar do Armando é um dos espaços mais tradicionais de Manaus. O estabelecimento também é conhecido por ter sido o local de origem da Banda da Bica, agremiação carnavalesca que também recebeu o título de Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado.

Via Amazonas Atual

Saiba mais:

EXCLUSIVO: Saiba quem é o dono do imovél onde funciona o Bar do Armando e da Banda da Bica e que esta pedindo na justiça o local de volta após mais de 60 anos; vaja vídeo


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