AMAZONAS MANAUS

Aluno de 14 anos que esfaqueou professor durante aula de reforço em Manaus se apresentou na Polícia e esta sob custódia; veja vídeo


Segundo a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), o caso é investigado como ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio. Jovem se apresentou na delegacia e foi encaminhado à Unidade de Internação Provisória (UIP)

Um adolescente de 14 anos esfaqueou o professor particular Vinícius Figueiredo, de 23 anos, durante uma aula na quarta-feira (26), em uma instituição de ensino particular na Zona Centro sul de Manaus. Segundo a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), por se tratar de menor infrator o caso é investigado como ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio.

Vinícius foi atingido por golpes de faca na região próxima ao pescoço, além dos braços e das pernas. Segundo a família, foram nove golpes. Ele foi socorrido e levado inicialmente ao Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto.

Depois, foi transferido para um hospital particular de Manaus, onde permanece internado. Segundo a família, ele está fora de perigo, mas ainda passa por avaliação médica.

No início da tarde desta quinta-feira (27), o adolescente compareceu a Deaai e foi ouvido pela polícia. De acordo com o delegado Luiz Rocha, o jovem não falou o que motivou o ataque e nem conseguiu explicar o porquê de ter levado uma faca para a aula.

Após o depoimento, o jovem foi encaminhado à Unidade de Internação Provisória (UIP).

O pai do professor, Theurym Figueiredo, afirmou que o filho é estudante universitário e dá aulas particulares há cerca de dois anos para complementar a renda.

“Meu filho é um menino bom, é um menino que só faz as coisas que ele julga boas. Não há necessidade para isso, não há justificativa, não há nada, não nada”, disse ao g1.

A família informou que o professor ficou abalado após o ataque e apresenta medo de ser morto. Os familiares também buscam medidas legais para responsabilizar o adolescente.

De acordo com a defesa da família, testemunhas relataram que o adolescente tinha comportamento retraído. A advogada ressaltou, porém, que não é possível afirmar se ele tem algum transtorno psicológico ou psiquiátrico sem avaliação de um profissional.

A polícia continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do ataque. A Deaai informou que não divulgará outras informações neste momento para preservar o trabalho policial.

g1 procurou a escola onde o caso aconteceu para pedir informações sobre o ataque e saber quais medidas foram adotadas, mas até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.

Via G1


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