TECNOLOGIA

Confira os modelos de celulares compatíveis com a tecnologia 5G

Apesar de ainda não estar disponível no Brasil, o 5G já vem sendo explorado por aqui. Enquanto as operadoras de telefonia habilitaram a rede DSS, que serve como uma “prévia” do 5G “de verdade”, as fabricantes já lançaram celulares compatíveis com as frequências e que oferecem mais capacidades do que parte dos aparelhos 4G convencionais.

Em um rápido resumo, o 5G DSS habilita o 5G com capacidades das gerações anteriores, como o 4G LTE, mas no padrão 5G NR (New Radio). A diferença, no entanto, é que a tecnologia não possui as frequências dedicadas que garantem uma velocidade superior. Ou seja: ela atinge velocidades altas de conexão, mas ainda não entrega todo o potencial do 5G.

Segundo o edital do leilão do 5G aprovado pela Anatel, a tecnologia deverá funcionar em todas as capitais do país até julho de 2022, e deverá atingir todas as cidades brasileiras em 2029. No entanto, o leilão ainda precisa acontecer. De acordo com Fábio Faria, ministro das Comunicações, ele está previsto para junho ou julho de 2021.

As frequências funcionarão em quatro bandas por aqui: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. As principais são as de 3,5 GHz e 26 GHz, que permitem conexões de longo alcance e habilitam a faixa milimétrica (mmWave), respectivamente.

Modelos compatíveis

Atualmente, nós temos no Brasil alguns modelos de celulares compatíveis com o 5G já sendo comercializados. No caso da Motorola, por exemplo, alguns celulares já são compatíveis com as bandas que vêm sendo exploradas pelo 5G DSS, e que deverão ser utilizadas quando o leilão do 5G for aprovado e as redes começarem a operar.

Entre eles, existe o Motorola Edge e Edge+, lançados em julho de 2020; o Moto G 5G e Moto 5G Plus, ambos lançados em outubro e novembro; o Lenovo Legion Phone, celular gamer lançado por aqui em fevereiro deste ano; e o mais recente Moto G100.

Isso significa que, além de serem modelos compatíveis com as redes 4G, os celulares também funcionam na atual rede provisória. Quando o 5G estiver disponível efetivamente, eles também continuarão com a mesma disponibilidade – com exceção de alguns modelos que não são compatíveis com a faixa milimétrica, mas que poderão utilizar as outras.

Isso implica em uma série de questões, já que os celulares passam a inaugurar uma nova era da conectividade móvel. Com cada vez mais fabricantes de chipsets e componentes eletrônicos apostando na tecnologia, a divisão de categorias acaba se expandindo para variadas faixas do mercado.

É como se, além dos celulares premium e com recursos mais avançados, as categorias de entrada e intermediária também passassem a ganhar mais modelos disponíveis. E, de fato, é o que tem acontecido na maioria das fabricantes de celulares Android.

Por exemplo: no caso específico da Motorola, é possível encontrar modelos de celulares que vão de R$ 1,9 mil até R$ 5 mil. Eles fazem parte de faixas diferentes do mercado, mas trazem especificações mais avançadas em relação aos modelos compatíveis com 4G LTE.

Diferenças para o 4G

Internamente, esses celulares trazem, normalmente, chipsets (processadores) mais avançados, já que foram lançados recentemente. Não somente, eles trazem, também, modelos mais novos de modems que são compatíveis com as redes móveis de quinta geração e mais capacidades de conectividade sem fio.

O Moto G 5G, que seria o modelo de “base” desses que nós comentamos, traz um modem de radiofrequência que suporta os espectros mmWave e Sub-6 GHz. Mas, além disso, ele conta com mais capacidades para jogos, GPU mais avançada, suporta telas com taxa de atualização de 120 Hz e pode atingir velocidades de até 3,7 Gbps com o 5G.

Em outras palavras, além desses modelos já estarem habilitados para o 5G, eles também carregam mais capacidades em relação aos chipsets lançados no passado. O que é natural, já que a indústria evolui a partir desses passos.

Então, de fato, os novos aparelhos tendem a entregar mais capacidades e longevidade de uso em relação às gerações anteriores. Assim, o usuário consegue aproveitar as redes móveis com mais velocidade e estabilidade – além, é claro, de já meio que estarem à prova de futuro com a chegada do 5G “de verdade”.

Uma dica para quem pensa em comprar um celular novo é ficar de olho exatamente em questões como: com quais bandas o aparelho já é compatível; qual a disponibilidade de rede na região em que reside; quais vantagens os aparelhos oferecem em relação aos dispositivos 4G LTE. Tudo isso, claro, para que a escolha seja benéfica tanto em relação ao custo-benefício, quanto da quantidade de recursos que podem ser explorados.

VIA OLHAR DIGITAL

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