BRASIL ELEIÇÕES

Conheça as quatro empresas que produziram as urnas eletrônicas ao longo de 30 anos


Para fabricar o equipamento é necessário seguir regras rígidas previstas em edital da Justiça Eleitoral

Quatorze modelos de urna eletrônica (UE), 1.487.115 equipamentos produzidos e quatro fabricantes selecionados por licitação. Esses números resumem três décadas de eleições informatizadas no Brasil, período em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidou um sistema de votação baseado em projeto de arquitetura de segurança 100% nacional e de sua propriedade.  

Desde 1996 até os dias atuais, o equipamento é desenvolvido a partir das especificações técnicas previstas em edital elaborado pelo TSE. Após a aprovação do protótipo, começa a etapa de fabricação e testes, procedimentos inteiramente supervisionados por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral.  

Empresas fabricantes 

Nessas três décadas de operação, quatro empresas venceram as licitações e ficaram responsáveis pelos processos de fabricação e montagem das urnas eletrônicas. 

  • Positivo Tecnologia 

 É a fabricante dos modelos mais atuais de urnas eletrônicas: UE2022 e UE2020.  

  • Diebold/Diebold Procomp   

Produziu os modelos 2015, 2013, 2011, 2010, 2009, 2008, 2006 e 2004.  

  • Unisys Brasil 

Fabricou o modelo 2002 e produziu a primeira urna eletrônica usada no país, a UE1996. 

  • Procomp Indústria Eletrônica 

Desenvolveu os modelos 2000 e 1998.  

Projeto da Justiça Eleitoral 

A urna eletrônica não é um produto de mercado, produzido conforme os padrões definidos pela própria fabricante. O que ocorre, conforme o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, é o processo contrário: as empresas participam da licitação para desenvolver um equipamento único, desenvolvido de acordo com os critérios encomendados pela Justiça Eleitoral.   

“O Brasil não compra um modelo específico de urna de fabricantes. O processo de produção é do TSE. A urna também é um projeto do Tribunal Superior Eleitoral. E isso é muito diferente de outro país em que é um produto de prateleira [desenvolvido sem requisitos técnicos tão específicos]”, explica. 

Segundo Azevedo, o edital lançado para a produção dos equipamentos possui mais de 500 páginas, com detalhados requisitos técnicos e de segurança a serem obedecidos pela empresa vencedora da licitação. E tanto o projeto da urna quanto o processo de fabricação do equipamento são auditados por servidores do TSE. 

Fonte: TSE

Foto: Divulgação  


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