AMAZONAS BRASIL ECONOMIA

Empreendedorismo biotecnológico pode beneficiar comunidades indígenas


Em visita ao Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) na primeira quinzena de agosto, dirigentes do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Etnoambiental do Amazonas (Ipdeam), dentre eles o presidente Ananias dos Santos e o vice-presidente Messias dos Santos, buscaram conhecer mais do trabalho realizado pelo CBA no que tange ao fomento do empreendedorismo biotecnológico na Amazônia a fim de estreitar relações entre as instituições diante do potencial desenvolvimento de iniciativas em prol de comunidades regionais.

Recebidos por equipe do CBA composta pelo analista técnico administrativo Aldemir Maquiné e por doutores que atuam no Centro, os dirigentes do Ipdeam aproveitaram a oportunidade para apresentar as atividades praticadas pelo Instituto que, dentre outras iniciativas, visam ao apoio a comunidades locais – sejam elas indígenas, ribeirinhas ou quilombolas – a partir da realização de diversos projetos em andamento, os quais poderiam ser reforçados a partir de uma potencial parceria com o CBA.

Após visita aos laboratórios do Centro, os dirigentes do Ipdeam identificaram processos em prática no CBA que podem se alinhar a ações que impactem positivamente nas comunidades atendidas pelo Instituto. “Acreditamos que seja possível estabelecer parceria para estimularmos o empreendedorismo junto às comunidades locais, o que geraria reflexos positivos especialmente no que se refere a emprego e renda”, afirmou o presidente Ananias. Ele ainda destacou que “o que se pretende, dentre outros pontos, é que os produtos desenvolvidos nestas comunidades possam ter ganho de qualidade e cheguem ao mercado consumidor com maior valor agregado, tendo o CBA um papel de destaque neste sentido”. 

Aldemir Maquiné afirmou que diante das demandas apresentadas pelo Ipdeam, o CBA tem potencial de colaborar com os projetos do Ipdeam, “principalmente com assessoria técnica da equipe do CBA às comunidades e na qualificação dos profissionais que lá atuam, seja por meio de cursos, seja por otimização de métodos e técnicas”.

Após a agenda conjunta, ficou acordada a realização de novo encontro entre as instituições a fim de avançar nas tratativas de um potencial acordo de cooperação técnica visando ao apoio no desenvolvimento de comunidades tradicionais amazônicas, o que reforça a relevância do fomento à bioeconomia como ferramenta de apoio socioeconômico na Amazônia.

Foto: Tatiara Araújo


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