AMAZONAS ELEIÇÕES

HERANÇA MALDITA! O sistema que quebrou a saúde do AM: Conheça o modelo de Braga que enriqueceu empresas e deixou médicos sem salários


O senador e pré-candidato Eduardo Braga tem usado suas redes sociais e pronunciamentos para disparar críticas ferozes contra a atual gestão e o governador Wilson Lima pelo colapso na saúde pública do Amazonas.

O parlamentar aponta o dedo para os salários atrasados de médicos e enfermeiros, a falta de insumos e a desorganização administrativa. No entanto, o que Braga tenta apagar da memória do eleitor é uma verdade incômoda, documentada pela própria história: foi sob o seu governo que nasceu e se consolidou o modelo de terceirização que hoje estrangula a saúde do estado.

e hoje os profissionais de saúde sofrem sem direitos trabalhistas, dependendo do fluxo de repasses do governo para empresas intermediárias, a raiz desse mal foi plantada entre 2003 e 2010.


A Herança Maldita das Cooperativas Médicas
Na tentativa de inaugurar dezenas de novas unidades de saúde (como SPAs e Policlínicas) para usar como vitrine política, a gestão de Eduardo Braga evitou o caminho técnico e seguro dos concursos públicos massivos. A justificativa oficial era não inflar a folha de pagamento e driblar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).


A solução de Braga foi terceirizar o coração da saúde pública: entregou as escalas de plantão de especialidades inteiras (ortopedia, pediatria, anestesia) para cooperativas e empresas privadas. Criou-se ali um modelo onde o médico e o enfermeiro deixaram de ser servidores do Estado para virarem prestadores de serviço sem vínculo empregatício. Quando o governo atrasa com as empresas, o trabalhador na ponta fica sem receber — um mecanismo perverso que opera até hoje.


A maquiagem de 2007 e os “Ajustes de Contas”
O discurso de que “no meu tempo tudo funcionava” esbarra nos próprios registros da época. Já em 2007, a rápida expansão desse modelo cobrou seu preço, forçando a Susam a iniciar auditorias e revisões contratuais drásticas em lavanderias, alimentação e fornecimento de oxigênio, exigindo cortes de até 25% para evitar um rombo orçamentário.
Além disso, foi naquele período que se popularizou o fantasma dos “ajustes de contas” — os pagamentos bilionários por serviços prestados sem cobertura de contrato vigente. Uma brecha burocrática que, segundo órgãos de controle como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e o Ministério Público de Contas (MPC-AM), fragilizou a fiscalização e abriu as portas para o descontrole financeiro que governos sucessivos não conseguiram conter.


O fato que o senador esconde: O caos atual não surgiu do nada; ele é a evolução natural de um sistema frágil, baseado na precarização do trabalho, que Braga escolheu implementar há duas décadas.


Discurso nas redes, prática no passado
Braga defende-se alegando que mantinha os repasses rigorosamente em dia e culpa as gestões seguintes pela falta de fiscalização. É o clássico jogo de empurra da velha política. A realidade técnica aponta que o modelo de cooperativismo predatório moldado nos anos 2000 tornou a saúde do Amazonas refém de poucas empresas.


Criticar Wilson Lima no Instagram com vídeos bem editados é fácil. Difícil é o senador explicar ao povo do Amazonas por que ele optou por criar um sistema que enriqueceu intermediários em vez de valorizar o servidor público de carreira. O eleitor do Amazonas pode até ter paciência, mas a história tem documentos — e o Portal Chumbo Grosso refresca a memória de quem tenta posar de salvador com as mãos sujas na origem do problema.

E bom também o pré-candidato David Almeida ajusta o discurso após revelações do Chumbo Grosso. Seu pré-candidato a reeleição que é o pai da terceirização na saúde.

Texto: Ronaldo Aleixo.

O espaço esta aberto para garatir do direito constitucional de resposta ao Senador Eduardo Braga.


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