BRASIL POLÍTICA

Temer telefona a Bolsonaro para explicar satirização do presidente

“Não esquenta a cabeça”, disse o Presidente. Ele afirmou ainda que já está acostumado com críticas e ironias

O ex-presidente Michel Temer telefonou nesta terça (14) para Jair Bolsonaro e explicou a sátira que o comunicador André Marinho fez dele em um jantar na casa do empresário Naji Nahas em São Paulo.

Ele disse ao presidente que Marinho também o imitou e que ninguém no encontro estava tirando sarro de Bolsonaro. Ao contrário do que mostravam algumas reportagens na imprensa, os convidados de Nahas apenas riram de várias piadas sátiras feitas pelo comunicador.

Segundo um interlocutor que tem ligação direta com Bolsonaro, o presidente tranquilizou Michel Temer. “Não esquenta a cabeça”, disse. Ele afirmou ainda que já está acostumado com críticas e ironias.

No jantar, Marinho, que é comentarista da rádio Jovem Pan, imitou Bolsonaro e fingiu que conversava com Temer sobre o encontro que o presidente teve com ele na semana passada, e que resultou em uma carta e em um recuo do mandatário das declarações golpistas que ele deu nos atos do dia 7 de Setembro.

“No tocante ao presidente, eu tenho que agradecer você [Temer] demais, porque tu salvou o careca aqui de levar uma hemorroida, porra”, disse André Marinho imitando a voz de Bolsonaro. “E essa cartinha que eu recebi tua, achei ela meio infantil, meio marica. Tô achando que foi o Michelzinho [filho de 12 anos do presidente] que mandou pra mim”, seguiu ele.

Temer gargalhou da piada e, junto com outros convidados do jantar, aplaudiu André Marinho.

O comunicador seguiu com sua sátira: “Cadê a parte que eu combinei contigo de queimar o STF? Cadê a parte que eu combinei de roubar as perucas do [presidente do STF, Luís] Fux? Cadê a parte que eu combinei de montar um pau de arara na Praça dos Três Poderes e ‘dá’ de chibata no lombo do Alexandre de Moraes?”, disse ele.

No telefonema para Bolsonaro, o ex-presidente afirmou que o comentarista da Jovem Pan também imitou Donald Trump, Joe Biden, Ciro Gomes e o governador de São Paulo João Doria.

Via Folha de S. Paulo

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