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UFAM debate repatriação virtual e protagonismo indígena no Alto Rio Negro

No próximo dia 7 de abril, o ICHL/UFAM será palco de uma discussão profunda sobre a descolonização de acervos etnográficos e a soberania cultural dos povos originários. Sob a coordenação do Prof. Raimundo Nonato, com os palestrantes Alexandre Tuyuka, Durvalino Kisibi Desana e Renato Athias, a roda de conversa “Libertando os Ancestrais” abordará o ambicioso projeto de repatriação virtual liderado pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).

O evento lança luz sobre o histórico de “epistemicídio” ocorrido entre as décadas de 1920 e 1930, quando missões religiosas promoveram a queima de malocas e o confisco de objetos rituais, frequentemente enviados para museus na Europa e nos Estados Unidos. Para as comunidades do Alto Rio Negro, esses artefatos não são apenas itens de coleção, mas “ancestrais vivos” e personagens centrais de sua cosmologia.

Inovação e Tecnologia a serviço da Memória

Um dos destaques do debate será a apresentação do Museu Virtual dos Povos Indígenas do Rio Negro (MV-PIRN). O projeto utiliza tecnologias de digitalização 3D e acervos multimídia para permitir que comunidades indígenas acessem seu patrimônio cultural, atualmente “encarcerado” em instituições como o Museu Colle Don Bosco (Itália) e a Smithsonian Institution (EUA).

A iniciativa propõe um “Arranjo Intercientífico”, onde o conhecimento de anciãos, especialistas de cura (Kumuá) e mestres de canto (Baiaroá) guia a documentação museológica em simetria com a pesquisa acadêmica. “O objetivo é que a história desses objetos seja contada pelos próprios indígenas, em suas línguas maternas, corrigindo distorções históricas de séculos”, afirma a proposta do conselho gestor.

Participação e Gestão Autônoma

O encontro também discutirá os Protocolos de Gestão Compartilhada, que visam estabelecer relações de igualdade entre as organizações indígenas e os museus detentores dos acervos físicos. O envolvimento de jovens e mulheres indígenas na gestão desses centros de memória será um ponto central da pauta, visando a sustentabilidade do patrimônio para as futuras gerações.

A roda de conversa é aberta a estudantes, pesquisadores, lideranças indígenas e ao público em geral interessado em antropologia, museologia e direitos culturais.

Contato: 92 98211-4239 – Professor Nonato Pereira.

RODA DE CONVERSA: LIBERTANDO OS ANCESTRAIS

A Repatriação Virtual e o Museu dos Povos Indígenas do Rio Negro

Onde o saber ancestral encontra a tecnologia para curar as marcas do passado. Participe deste diálogo fundamental sobre a descolonização de acervos etnográficos e a retomada do protagonismo indígena na gestão de seu patrimônio sagrado.

Data: 7 de abril de 2026

Local: Auditório Rio Solimões-IFCHS/UFAM

Horário:14:00

Destaques da Roda de Conversa:

Reparando o Epistemicídio: Reflexão sobre a destruição dos conhecimentos indígenas e a recuperação das tradições.

Ancestrais “Encarcerados”: Busca por objetos rituais em museus internacionais e a importância da repatriação cultural.

Museologia de Autodefesa: Construção do Museu Virtual com tecnologias 3D e valorização das línguas indígenas.

Arranjo Intercientífico: Diálogo entre antropologia acadêmica e saberes xamânicos dos povos do Rio Negro.

Coordenação:

Professor. Raimundo Nonato Pereira da Silva (Departamento de Antropologia/UFAM)

Palestrantes:

Alexandre Tuyuka

Durvalino Kisibi Desana

Renato Athias

Promoção e Realização

Museu Amazônico da UFAM

Departamento de Antropologia

Departamento de Ciências Sociais

Coordenação do Curso de Bacharelado em Ciências Sociais

FOIRN

NEPE/UFPE

“Não documentamos apenas o passado; iluminamos o presente e inspiramos o futuro”.

RELEASE DE DIVULGAÇÃO

EVENTO: Roda de Conversa “Libertando os Ancestrais: Repatriação Virtual e o Museu dos Povos Indígenas do Rio Negro”

DATA: 7 de abril de 2026

LOCAL: Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Letras (IFCHS/UFAM)

Promoção e realização: Departamento de Antropologia, Departamento de Ciências Sociais e Museu Amazônico (UFAM); Coordenação de Curso de bacharelado de Ciências Sociais, Núcleo de Estudos e Pesquisas Sobre Etnicidade (NEPE/UFPE)

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