Herdeiros de Joseph Safra, banqueiro brasileiro considerado o mais rico do planeta, com seus US$23 bilhões (R$118 bi), contestaram com sucesso os US$35 milhões (R$200 milhões) cobrados pelo escritório de advocacia WilmerHale em um caso de herança. O juiz Colum Charles Leonard, da Alta Corte de Londres, reduziu drasticamente os honorários. Virando a página para o Brasil, o Master, de um banqueiro cambaleante, pagava R$3,6 milhões por mês a banca de advocacia Barci de Moraes.
Passe alto
Mais do que sugerir, o nome já entrega, o escritório “Barci de Moraes” é a grife da família do supremo ministro Alexandre de Moraes.
Coisa de País rico
Documentos entregues pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado do Senado revelam pagamentos de R$80,2 milhões ao escritório.
Constrangedor
O contraste é constrangedor e revela que honorários exorbitantes são inaceitáveis até para bilionários, uma turma que valoriza o dinheiro.
Que escândalo?
O ministro Alexandre de Moraes faz silêncio sobre o caso, a PGR não vê razões para investigar e o STF se dedica agora ao ramo de blindagens.
