Grupo vê nos 2.214 votos conquistados por Giselle na disputa do quinto uma demonstração de força após ela receber apenas três votos no TJ-AM
A derrota no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) pode abrir um novo caminho político para a advogada Giselle Falcone.
Horas depois de ficar fora da lista tríplice do quinto constitucional para uma vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), seu nome passou a ser defendido por um grupo de advogados para disputar a presidência da seccional Amazonas da OAB.
A articulação ainda é embrionária e não significa que Giselle tenha decidido entrar na disputa. O movimento parte de advogados que enxergam na votação obtida por ela durante a consulta do quinto uma demonstração de força junto à categoria.
Giselle foi a mais votada entre os seis candidatos que chegaram à lista sêxtupla. Recebeu 2.214 votos dos advogados amazonenses, desempenho que agora é usado como principal argumento pelos defensores de uma eventual candidatura à direção da ordem.
Das urnas da OAB para o TJ-AM
O contraste ficou ainda maior nesta terça-feira.
Se entre os advogados Giselle liderou a eleição, dentro do TJ-AM conseguiu apenas três votos e ficou fora da lista tríplice.
Votaram nela os desembargadores Jomar Fernandes, Jorge Lins e Paulo Feitoza.
A lista que seguirá para o governador Roberto Cidade foi formada por Grace Benayon, com 21 votos; Marco Aurélio Choy, com 20; e Carlos Alberto, com 18.
Para o grupo que agora defende o nome de Giselle para a OAB-AM, entretanto, são justamente as urnas da advocacia que devem ser consideradas na avaliação de seu potencial eleitoral.
A lógica é que uma eleição para a presidência da ordem será decidida pelos próprios advogados, eleitorado no qual Giselle acabou de demonstrar capacidade de mobilização.
Revés depois de uma sessão tensa
A exclusão de Giselle ocorreu numa sessão marcada desde os primeiros minutos por tensão.
Seu principal apoiador no processo, o desembargador Flávio Pascarelli, declarou-se suspeito e deixou o plenário antes da votação. Antes de sair, porém, fez um duro pronunciamento sobre rumores de interferência externa no processo.
Pascarelli relatou que circulava desde a campanha a informação de que uma candidata estaria supostamente “vetada” e acrescentou que, nos últimos dias, surgiram rumores de que três nomes já estariam previamente definidos para a lista tríplice.
O magistrado deixou claro que não afirmava serem verdadeiras essas informações, mas defendeu que cada desembargador votasse livremente.
Derrota que pode virar força eleitoral
É nesse cenário que começa a surgir a movimentação em torno de Giselle.
O resultado no TJ-AM encerrou sua participação na disputa pela cadeira deixada pelo desembargador Domingos Jorge Chalub, mas não apagou o capital eleitoral acumulado durante a campanha.
Os advogados que defendem sua candidatura entendem que ser a mais votada numa eleição envolvendo diretamente a categoria a credencia para uma disputa pela direção da própria OAB-AM.
Por enquanto, Giselle não anunciou candidatura.
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